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Muitas vezes, doenças podem apresentar os mesmos sintomas, mas ter causas diferentes. Exemplo é a crupe, quadro que atingiu o filho da atriz Fernanda Rodrigues durante uma viagem internacional. Com o relato da famosa, alguns cuidadores ficaram em dúvida. Afinal, o que é a crupe? Qual é a diferença entre ela e a difteria?

Como crupe podemos considerar um conjunto de sintomas, como a famigerada “tosse de cachorro” e falta de ar. Esses sintomas, que recebem o nome genérico “crupe”, podem ser causados por um tipo de vírus ou por uma bactéria. Quando ele é causado pela bactéria, a doença recebe o nome de difteria. Quem explica é a otorrinolaringologista Dra. Camila Conde, médica do Hospital Norte D’Or, do Rio de Janeiro. “A difteria é causada por uma bactéria específica que desencadeia sintomas de crupe”, acrescenta.

Crupe causada por bactéria: o que é?

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Como a profissional explica, a doença aparece como um resfriado comum, apresentando congestão nasal, coriza, febre baixa, tosse seca e uma leve rouquidão. Em dois ou três dias, no entanto, outros sintomas respiratórios como falta de ar, chiado para respirar e cansaço aparecem. “Aí aparece a tosse de cachorro. Ela é intensa e, quando vem uma crise, a criança pode tossir por dois ou três minutos sem parar até dar falta de ar”, comenta

Crupe nas crianças

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De acordo com a Dra. Camila, a doença aparece comumente nas crianças entre os três meses até o cinco anos de idade, tendo sua maior incidência por volta do segundo ano. “A imunização através das vacinas acontece ao longo do tempo. Ela demora para fazer a imunidade completa. Por volta dos dois anos é quando o bebê parou de mamar, não recebe mais anticorpos através do leite materno e começa a se expor mais, conviver com outras crianças, começa a frequentar a escola. Então é comum nessa fase pela própria exposição”, comenta.

A médica explica, no entanto, que o aparecimento da crupe é muito mais comum pela contaminação viral do que pela infecção bacteriana. “No geral, as doenças virais já são mais comuns do que as bacterianas”, diz.

Independente do agente causador, a transmissão é da mesma maneira. “É sempre pelo ar, pelas gotículas de saliva contaminadas pelo vírus ou pela bactéria que ficam suspensas, como uma gripe comum”, explica.

É grave?

Embora a otorrinolaringologista explique que não seja grave, alguns sintomas podem assustar a família, especialmente quando a doença acomete bebês ou crianças pequenas. “Quando a tosse aparece, a criança pode sentir bastante falta de ar, ficar desconfortável. Mas, no geral, não é uma doença grave quando não é causa pela bactéria”, explica.

Tratamento

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Se causada pelo vírus, o tratamento tem o intuito de atenuar os sintomas. Já a contaminação pela bactéria é um pouco mais grave pede um tratamento mais intensivo. “Quando é difteria, geralmente precisa de internação”, orienta a médica.

O que vale ficar atento é à capacidade respiratória do paciente. Ao notar a obstrução das vias respiratórias, ele precisa ser encaminhado a uma emergência para receber medicação capaz de melhorar a respiração.

É importante, no entanto, manter a calma, especialmente durante as crises. “A criança percebe quando os pais estão ansiosos. Mantenha a calma, peça para ela respirar bem e devagar e procure uma emergência próxima”, recomenda a médica.

É crupe viral ou difteria?

Para Dra. Camila, mais importante do que conseguir diferenciar com precisão uma doença da outra, é garantir que todos – crianças e adultos – estejam vacinados. “A vacina é completamente capaz de prevenir os casos mais graves da crupe. Ela está disponível do SUS”, finaliza.

Imunização de mães e bebês

(Vimos em vix.com)