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A jornalista Patrícia Poeta deu um depoimento forte sobre um problema vivido no parto de seu único filho, Felipe, hoje com 14 anos. Ela foi vítima de violência obstétrica. "Foi um dos piores dias da minha vida", relatou em entrevista à revista Marie Claire.

Relato de parto de Patrícia Poeta

O filho de Patrícia nasceu quando ela e o marido viviam em Nova York, onde trabalhavam para a filial americana da Rede Globo. Ela contou que, nos Estados Unidos, o parto normal é levado ao limite e, só em casos raros, a mulher pode fazer uma cesariana. "Os médicos e enfermeiras tratam a gente com muita frieza. Meu obstetra me forçou a esperar 42 semanas e fiquei esgotada, foram 14 horas com contrações fortíssimas até que ele optou pela cesárea", conta ela, que diz ter sentido algo estranho no coração e temido pelo pior.

Além disso, quando o bebê nasceu, o médico fez um comentário considerado por ela de muito mau gosto. Ele disse: "Mais um para pagar imposto".

O que é violência obstétrica

A violência obstétrica tem um conceito amplo. No geral, pode ser caracterizada por agressões verbais, recusa de atendimento, privação de acompanhante, lavagem intestinal, raspagem dos pelos, jejum, episiotomia e separação de mãe e bebê saudável após o nascimento, entre outros procedimentos, físicos ou não, que acontecem antes, durante e depois do parto.

No Brasil, é comum que isso aconteça e, cada vez mais, estão surgindo campanhas de conscientização e ações para que haja investigação em hospitais e maternidades acusados de cometerem esse tipo de violência contra gestantes.

No caso de Patrícia Poeta, o trauma foi tão grande que ela nunca mais quis ter outro filho. Ela contou que, algumas vezes, cogitou a ideia de engravidar novamente, mas, inconscientemente, havia algum bloqueio e, com o tempo, a vontade foi passando.

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